Introdução

Nunca na minha curta vida sonhei que alguma vez estaria do outro lado...
Por diversas vezes participei em estudos de mercado, mas não me passava pela cabeça o que muitas vezes os entrevistadores passam para fazer uma entrevista...
Estou sempre a ouvir que as pessoas devem ter o direito de expressar a sua opinião, mas quando a solicitamos, as pessoas pura e simplesmente recusam, algumas delas nem sequer ouvem o que os entrevistadores dizem...
A todos aqueles que alguma vez trabalharam e ainda trabalham em empresas de estudos de mercado e sondagens faço uma homenagem através da partilha das minhas experiências...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Momentos de Injustiça

“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
QUE RAIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!“
Se pensam que este grito silencioso foi devido a uma entrevista não feita, porque a pessoa se recusou, estando dentro da faixa etária a entrevistar, acertaram no jackpot! Mas a recusa não foi devido ao facto do potencial entrevistado não estar com vontade de responder, mas sim porque um colega que, de certo deve ser acéfalo, mal-educado e só deve pensar nas entrevistas que tem que fazer, fez uma abordagem do género:
“ - Que idade é que tem? (Estando à procura de uma idade até X anos)
– Eu tenho X+Y anos!
(O telefone é desligado pelo entrevistador acéfalo)“
Quando a je aqui tentou fazer a abordagem a esse potencial entrevistado, tive a mesma resposta que o meu colega deu. O potencial entrevistado fez questão de dizer que não queria mais conversas porque esse tipo de atitude (desligar o telefone após referir a idade sem desejar uma “boa tarde/noite“ ou um “desculpe pelo incómodo“) fê-lo sentir como se fosse algo a desprezar e que me iria fazer-me o mesmo (não me senti desprezível mas com vontade de saber que colega foi esse e aquecer as minhas mãos à volta do seu pescoço). Ainda tentei ligar novamente ao potencial entrevistado para tentar explicar-me que eu não era o meu colega (estúpido e acéfalo), mas foi em vão. Disse que não queria ouvir-me pois estava convencido que eu iria dar a mesma resposta que o meu colega... O senhor não me permitiu articular palavra. Voltou a desligar o telefone...
(Se o potencial entrevistado estiver a ler isto apenas quero que saiba que eu não sou mal-educada e que jamais iria fazer tal coisa, porque não gostaria que o fizessem ao meu pai)
Chateia-me saber que existem colegas que não sabem ter o minímo de educação. Custa assim tanto dizer boa tarde/noite? Que malta (acefála) é essa que trata as pessoas como lixo? Mas essa malta (acefálica) pensa que caminha para a infância, lá porque tomam atitudes que ultrapassam a infantilidade? Deve ser gente que pensa que vai protagonizar “ Estranho Caso de Benjamin Button“ na vida real... Meus caros tenho uma mensagem para vocês: “You gonna catch a cold from the ice inside your soul... Who do you think you are?“
Não foi a primeira vez que tive uma recusa destas. Uma senhora, menos impulsiva, informou-me educadamente e sabendo que eu não era o meu colega, que não colaboraria, pois haviam sido extremamente mal-educados para com ela durante a abordagem. As pessoas devem ser sempre levadas em consideração, não a importa a idade que têm. A pessoa que recusas hoje, pode ser precisa amanhã!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Recusas tristes e nada originais...

“ - Boa Noite! O meu nome é Maria das Sondagens e trabalho para MarkOpina, uma empresa de estudos de mercado. Estamos a fazer um estudo a pessoas até aos X anos de idade. Na sua casa reside alguém nesta faixa etária que possa colaborar connosco?
– Agora não posso, minha senhora. Estou a ter um AVC!
(OH MEU DEUS!!! - pensei – será que estas pessoas para além de mentirem mal, gostam de brincar com coisas extremamente sérias)
–A sério?!?!?!?! Não me diga!!! - já que o homem me queria fazer de parva ia entrar na brincadeira – Então e não chamou a ambulância porque?
–Ah! Não é preciso...
–Não?
–Não. É princípio de de AVC e tenho aqui a minha mulher.
–Olhe veja lá. Se fosse a si chamava a ambulância.
–Não é preciso. Tenho aqui a minha mulher.
–Como queira. Então desejo-lhe as rápidas melhoras.
–Obrigada minha senhora.“

Estou cada vez mais convicta que há pessoas que querem passar um atestado de burrice aos entrevistadores ou então gostam de mentir dando desculpas tristemente originais...