Hoje resolvi não ser insistente com quem quer que
fosse. Não estava para me chatear ou para andar em momentos implorantes... Ás vezes um entrevistador quase que age como se
tivesse a pedir uma esmola “ - Por favor! Eu agradecia imenso a sua colaboração! Iria ajudar-me imenso!“
“ - Boa Noite! O meu nome é Maria das Sondagens e
trabalho para MarkOpina, uma empresa de estudos de mercado. Estamos a
fazer um estudo a pessoas até aos X anos de idade. Na sua casa
reside alguém nesta faixa etária que possa colaborar connosco?
- (Jovem que certamente estaria dentro da faixa etária
pedida) Não, não há!
- Ok. Peço desculpa o incómodo! Obrigada pela sua
atenção!“
Fiquei calada e calculo que do outro lado o jovem deve
ter ficado com uma cara de parvo porque não disse mais nada e
demorou bastante a desligar. Este tipo de reacção é das tais em
que a pessoa deve estar a pensar: “Mas que raio! Não me tentaste
impingir nada! O que se passou aqui?“
Meu caro, se ouvisses o que eu te disse tinhas dado
conta que eu não tencionava impingir nada...
Talvez alguém pense ou diga que eu fui burra porque
não insisti com o jovem, mas como disse no início não estava para
mendigar e, ao contrário do que seria de esperar, acabei o dia com
uma agradável surpresa tendo em conta o número de entrevistas
realizadas...
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